Trabalhar, Investir ou Viver de Renda? O Que os Jovens Estão Buscando Hoje
Jovens ainda querem trabalhar? Entenda porque carreira, salário, investimentos, renda passiva e liberdade financeira estão mudando a relação com o trabalho.
Por: Carlo Frederico Leite
9/11/202613 min read


Trabalhar, Investir ou Viver de Renda? O Que os Jovens Estão Buscando Hoje
Jovens ainda querem trabalhar? Entenda como carreira, salário, investimentos, renda passiva e liberdade financeira estão mudando a relação com o trabalho.
Durante muito tempo, a ideia de sucesso profissional parecia bastante simples. A pessoa estudava, conseguia um emprego, trabalhava durante muitos anos, recebia aumentos, comprava algumas coisas importantes, construía uma família e esperava que, depois de décadas, pudesse finalmente aproveitar a vida com mais tranquilidade.
Eu cresci vendo essa lógica sendo apresentada quase como um roteiro natural da vida adulta. Só que hoje, quando converso sobre dinheiro, trabalho e futuro, percebo que esse roteiro já não convence todo mundo.
E acho importante dizer isso sem cair naquela frase fácil de que “os jovens não querem mais trabalhar”.
Essa explicação é curta demais para uma mudança que é muito maior.
O jovem de hoje continua precisando de dinheiro. Continua querendo construir patrimônio. Continua precisando pagar aluguel, alimentação, transporte, estudos, lazer, saúde e uma quantidade enorme de despesas que fazem parte da vida adulta. A diferença está começando a aparecer em outra pergunta: que tipo de vida vale a pena construir para conseguir tudo isso?
Essa mudança é importante para quem trabalha, para quem emprega, para quem está começando a investir e também para quem ensina educação financeira.
Porque investir não acontece no vácuo. Antes de existir uma carteira de investimentos, normalmente existe uma pessoa trabalhando, estudando, tentando aumentar sua renda e procurando algum espaço dentro de um orçamento que, principalmente no começo da vida profissional, costuma ser bastante apertado.
É por isso que eu quero olhar para essa discussão de outro jeito.
Não quero discutir se o jovem deve trabalhar ou investir. Quero entender por que essas duas coisas estão aparecendo cada vez mais juntas quando falamos de liberdade financeira.
O jovem não abandonou o trabalho. Ele começou a questionar o lugar que o trabalho ocupa na vida
Uma pesquisa da Fundação Itaú ajuda a colocar essa discussão em uma perspectiva bem mais interessante. O estudo “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, realizado com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva, ouviu 1.816 jovens entre 16 e 29 anos em 2026.
O resultado desmonta um pouco aquela caricatura de uma geração que simplesmente não quer trabalhar.
Setenta por cento dos jovens entrevistados trabalham ou fazem estágio. O salário aparece como o fator mais decisivo na escolha de um emprego para 64% deles. Ao mesmo tempo, 62% dizem que aceitariam ganhar menos para trabalhar em um ambiente mais saudável, com menor estresse e menor pressão psicológica.
Para mim, essa combinação diz muito.
O dinheiro continua sendo importante. E seria estranho se não fosse. Só que ele deixou de ser suficiente para definir sozinho o que é um bom emprego.
A pessoa quer receber bem, mas também quer saber o que está entregando em troca desse salário.
E aqui aparece uma diferença importante entre gerações. Durante muito tempo, era comum ouvir que uma pessoa precisava “aguentar” determinados ambientes porque trabalho era trabalho. O sofrimento fazia parte da construção da carreira e, em muitos casos, era tratado quase como prova de responsabilidade.
Hoje existe uma disposição maior para questionar isso.
Não significa que todos os jovens pensem da mesma maneira, muito menos que tenham condições econômicas de escolher livremente onde trabalhar. Um jovem que precisa ajudar a família ou pagar as próprias contas pode aceitar uma situação profissional difícil simplesmente porque precisa daquela renda.
É justamente por isso que eu prefiro olhar para esse movimento com mais cuidado.
Existe uma diferença enorme entre não querer trabalhar e não aceitar que o trabalho consuma toda a vida em troca de um salário.
O mercado de trabalho continua sendo uma parte importante da construção financeira
Também precisamos tomar cuidado para não romantizar a ideia de que trabalhar deixou de ser necessário porque agora existem investimentos, renda passiva, empreendedorismo digital e outras possibilidades.
O mercado de trabalho brasileiro continua enorme.
Em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país chegou a 103 milhões de pessoas ocupadas. A taxa anual de desemprego foi de 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012, enquanto o rendimento real habitual anual chegou a R$ 3.560. Mesmo com esses resultados positivos, a informalidade ainda atingiu 38,1% da população ocupada.
Esses números mostram duas coisas ao mesmo tempo.
O mercado melhorou em vários indicadores, mas isso não significa que todos estejam vivendo a mesma realidade.
Para quem está começando a carreira, o problema pode ser ainda maior. O jovem normalmente tem menos experiência, menos poder de negociação, menos patrimônio acumulado e, muitas vezes, ainda está tentando descobrir qual profissão deseja seguir.
A própria Fundação Getulio Vargas (FGV) chama atenção para essa dificuldade de inserção dos jovens, relacionada principalmente à experiência e à escolaridade exigidas pelas vagas.
Então existe uma contradição interessante.
O jovem quer liberdade, mas precisa de renda.
Quer autonomia, mas ainda está construindo experiência.
Quer investir, mas muitas vezes ainda não conseguiu aumentar o próprio salário.
Quer trabalhar menos no futuro, mas precisa construir alguma coisa no presente.
É nesse ponto que eu acredito que a educação financeira pode ajudar muito mais do que simplesmente ensinar alguém a escolher um investimento.
O primeiro investimento de muita gente ainda é a própria capacidade de ganhar dinheiro
Existe uma ideia que eu considero extremamente importante para quem está começando: antes de investir dinheiro, muitas vezes precisamos investir na capacidade de produzir renda.
Isso pode significar estudar, aprender uma profissão, fazer um curso técnico, desenvolver uma habilidade digital, aprender outro idioma, melhorar a comunicação, entender vendas, aprender tecnologia ou simplesmente se tornar muito bom em alguma atividade que o mercado valorize.
Não existe nada de errado em começar a investir R$ 50, R$ 100 ou R$ 200 por mês. Pelo contrário. O hábito de investir cedo pode ser muito importante.
Mas eu não gostaria que um jovem de 20 anos olhasse para uma aplicação de R$ 100 por mês e imaginasse que aquilo, sozinho, vai resolver sua vida financeira.
O maior patrimônio que uma pessoa jovem possui é o tempo, mas existe outro patrimônio que costuma ser ainda mais subestimado: a capacidade de aumentar a própria renda ao longo das décadas.
Imagine duas pessoas.
Uma começa aos 20 anos investindo R$ 200 por mês, mas permanece durante dez anos em uma situação profissional que não permite crescimento.
Outra começa investindo R$ 100, mas passa os primeiros anos construindo conhecimento, experiência e capacidade profissional. Aos 27 anos consegue aumentar significativamente a renda e passa a investir R$ 500, depois R$ 800, depois R$ 1.000.
O segundo caminho pode produzir uma transformação muito maior no patrimônio futuro.
Não porque investir pouco seja inútil, mas porque a capacidade de investir depende da capacidade de gerar renda depois de pagar as despesas da vida.
É aqui que carreira e investimentos deixam de ser assuntos separados.
Então por que tanta gente fala em viver de renda?
Porque existe uma mudança importante na maneira como as pessoas enxergam o dinheiro.
A ideia de trabalhar durante décadas para somente depois conquistar alguma tranquilidade perdeu espaço para outra possibilidade: construir patrimônio aos poucos para que parte da renda futura venha dos próprios ativos.
Isso é perfeitamente legítimo.
O problema aparece quando as redes sociais transformam esse conceito em uma promessa simples demais.
Você vê alguém mostrando dividendos, juros, aluguel, carteira de investimentos ou algum negócio digital e começa a imaginar que a liberdade financeira significa abandonar o trabalho o mais rápido possível.
Mas existe uma distância enorme entre receber renda de investimentos e ter patrimônio suficiente para viver exclusivamente dessa renda.
Uma carteira que produz R$ 1.000 por mês é interessante. Uma carteira que produz R$ 10 mil por mês é outra realidade. E uma carteira capaz de sustentar uma família durante décadas exige um patrimônio muito maior, além de planejamento para inflação, impostos, riscos, períodos de baixa rentabilidade e mudanças nas despesas.
Por isso eu sempre desconfio quando alguém apresenta renda passiva como se fosse uma espécie de salário gratuito.
O dinheiro investido precisa ter vindo de algum lugar.
Na maioria dos casos, veio de trabalho, empreendedorismo, venda de um patrimônio, herança ou alguma outra fonte de renda.
E depois que o dinheiro é acumulado, ele pode começar a trabalhar a favor do investidor.
Essa é uma diferença fundamental.
Investimento pode reduzir a dependência futura do trabalho, mas normalmente não elimina a necessidade de construir renda no presente.
Os jovens estão investindo mais cedo, e isso é uma mudança importante
Apesar de toda a discussão sobre trabalho, existe também uma mudança interessante no comportamento de investimento.
A B3, empresa que administra a infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, mostrou em levantamento divulgado em 2025 que o Tesouro Direto chegou a 3 milhões de investidores ao final de 2024, crescimento de 22% em 12 meses.
Um dado chamou particularmente minha atenção.
Nos três últimos meses de 2024, a participação de pessoas de 18 a 24 anos entre os novos investidores do Tesouro Renda+ passou de 6% para 20%. O produto terminou aquele ano com 54,6 mil investidores nessa faixa etária.
Isso não significa que todos os jovens estejam planejando aposentadoria aos 20 anos.
Mas mostra que uma parcela deles começou a compreender uma coisa que considero muito poderosa: o futuro financeiro também pode ser construído enquanto a vida profissional ainda está começando.
E isso muda a relação com o tempo.
Quem começa a investir cedo não precisa necessariamente colocar grandes quantias imediatamente. O benefício está também em aprender antes, errar com valores menores, entender risco, conhecer produtos financeiros e desenvolver o hábito de separar uma parte da renda para objetivos futuros.
O jovem que começa a estudar investimentos aos 20 anos talvez ainda tenha pouco dinheiro.
Mas tem algo que alguém de 50 anos não consegue comprar de volta: três décadas de tempo.
A liberdade financeira não começa quando você para de trabalhar
Eu acho que essa é uma das maiores confusões que precisamos corrigir quando falamos de independência financeira.
Existe uma imagem muito vendida de liberdade: acordar tarde, não ter chefe, viajar quando quiser e viver dos rendimentos.
Pode acontecer.
Mas não é a única definição possível de liberdade.
Para mim, uma pessoa começa a experimentar liberdade financeira muito antes de abandonar o trabalho.
Ela começa quando uma emergência não destrói completamente sua vida.
Quando uma demissão não significa imediatamente entrar em desespero.
Quando existe uma reserva financeira.
Quando uma dívida deixa de controlar todas as decisões.
Quando você consegue trocar de emprego porque possui algum espaço financeiro para procurar uma oportunidade melhor.
Quando pode fazer um curso sem precisar entrar em uma dívida impossível.
Quando consegue dizer não para uma situação profissional que está destruindo sua saúde.
Quando pode reduzir o ritmo por alguns meses para cuidar de alguém da família.
E, principalmente, quando o dinheiro começa a ampliar suas possibilidades de escolha.
Isso é muito diferente de simplesmente acumular uma quantidade gigantesca de dinheiro.
A liberdade financeira tem uma dimensão matemática, claro. Precisamos de renda, patrimônio, investimentos, controle de despesas e planejamento.
Mas ela também tem uma dimensão de autonomia.
O economista e escritor Thomas Sowell costuma tratar, em seus trabalhos, da importância de observar as consequências das escolhas e não apenas suas intenções. Essa ideia cabe muito bem aqui: não adianta desejar liberdade se as decisões tomadas no presente produzem uma dependência financeira cada vez maior.
Querer liberdade é fácil.
Construir as condições para tê-la é outra história.
E quanto custa construir essa vida?
É aqui que eu gostaria de voltar para uma questão que considero muito mais importante do que simplesmente perguntar quanto um jovem deveria investir por mês.
A vida custa dinheiro.
Quando alguém decide morar sozinho, por exemplo, não existe apenas o aluguel. Entram energia, água, internet, alimentação, transporte, manutenção, saúde, estudos, telefone e uma série de despesas que aparecem todos os meses ou de maneira inesperada. A partir do momento em que a pessoa assume mais responsabilidades, o orçamento precisa comportar também períodos em que a renda pode cair, emergências podem aparecer e decisões maiores podem surgir, como comprar um carro, financiar uma casa ou formar uma família.
Tudo isso interfere diretamente na capacidade de investir.
É por isso que eu não gosto quando alguém olha para um jovem e simplesmente diz: “invista 30% da sua renda”.
Trinta por cento de quê?
De uma renda de R$ 1.500?
De R$ 3.000?
De R$ 8.000?
A realidade muda completamente.
Um jovem que ganha pouco e consegue guardar R$ 100 por mês pode estar fazendo um esforço financeiro muito maior do que alguém que ganha R$ 10 mil e investe R$ 1 mil.
Educação financeira precisa ensinar matemática, mas precisa também ensinar contexto.
Não existe porcentagem mágica capaz de representar todas as vidas.
O problema de comparar sua vida com quem parece ter chegado lá
Existe ainda uma questão que mudou muito essa conversa: a internet.
Hoje, um jovem pode abrir o celular e encontrar, em poucos minutos, alguém dizendo que ganha dinheiro com investimentos, alguém que abandonou o emprego para empreender, alguém que vive viajando, alguém que comprou uma casa aos 25 anos e alguém que afirma ter conquistado independência financeira antes dos 30.
O problema é que quase nunca vemos a história inteira.
Não sabemos quanto aquela pessoa recebeu de herança, quanto tempo levou para construir o patrimônio, quanto realmente ganha, quanto gasta, quanto deve, quais riscos assumiu ou quais oportunidades teve.
Comparar o capítulo atual da nossa vida com o capítulo editado da vida de outra pessoa é uma das maneiras mais rápidas de tomar decisões ruins.
E isso pode levar a dois extremos.
De um lado, existe quem abandone uma carreira promissora porque acredita que trabalhar é coisa do passado.
Do outro, existe quem se sinta fracassado porque aos 25 anos ainda não possui patrimônio suficiente para viver de renda.
Nenhum dos dois caminhos me parece saudável.
A construção financeira não precisa seguir o ritmo da internet.
Trabalhar e investir podem fazer parte do mesmo projeto
Quando alguém me pergunta se vale mais a pena trabalhar ou investir, eu acho que a pergunta já começa errada.
Durante boa parte da vida, uma coisa alimenta a outra.
O trabalho gera renda.
A renda paga a vida.
Uma parte da renda pode formar uma reserva.
Outra parte pode ser investida.
O patrimônio começa a crescer.
Com o tempo, os investimentos podem gerar renda.
Essa renda pode complementar o salário.
E, em determinadas situações, depois de muitos anos de construção, o patrimônio pode alcançar um ponto em que a pessoa depende cada vez menos do trabalho para manter seu padrão de vida.
Não existe nada de contraditório nesse processo.
O objetivo de investir não precisa ser escapar do trabalho.
Pode ser chegar a um ponto em que você não precise aceitar qualquer trabalho simplesmente porque não tem outra opção.
Isso muda completamente a conversa.
Imagine um profissional de 35 anos que possui uma reserva sólida, investimentos acumulados e uma profissão valorizada. Ele continua trabalhando, mas consegue escolher melhor onde trabalha.
Agora imagine outra pessoa com o mesmo salário, mas sem reserva, cheia de dívidas e dependente daquele emprego para pagar todas as contas do mês.
As duas estão trabalhando.
Mas apenas uma possui uma margem maior de escolha.
É nesse sentido que eu vejo a liberdade financeira.
Talvez a grande pergunta não seja “como parar de trabalhar?”
A pergunta que eu gostaria que um jovem fizesse é outra: como posso construir uma vida em que o trabalho seja uma escolha cada vez melhor?
Isso pode significar aprender uma profissão, aumentar a renda, construir uma carreira, empreender, investir, reduzir dívidas, criar uma reserva ou desenvolver diferentes fontes de renda.
Não existe um único caminho.
E também não existe uma idade correta para chegar a determinado patrimônio.
A pessoa de 20 anos tem uma vantagem enorme de tempo. A de 30 pode ter mais experiência e renda. A de 40 talvez tenha uma capacidade de investimento maior. A de 50 pode estar em uma fase completamente diferente e ainda assim ter muito espaço para reorganizar a vida financeira.
O importante é compreender que dinheiro e trabalho não são inimigos.
O problema está em entregar toda a vida ao trabalho sem construir patrimônio, assim como também existe problema em imaginar que investimentos substituirão rapidamente uma renda que ainda não conseguimos produzir.
A liberdade financeira nasce justamente do equilíbrio entre essas duas coisas.
Eu quero trabalhar, mas não quero que o meu trabalho seja a única coisa que sustenta meu futuro.
Quero ganhar dinheiro, mas também quero aprender a administrar aquilo que ganho.
Quero investir, mas não quero transformar investimento em uma promessa de enriquecimento rápido.
Quero construir patrimônio, mas também quero viver enquanto faço isso.
E acho que é exatamente essa conversa que está começando a aparecer entre os jovens.
Eles não estão necessariamente dizendo que não querem trabalhar.
Muitos estão dizendo que querem saber para que estão trabalhando.
E essa é uma pergunta muito mais profunda.
No fim, dinheiro compra opções
Quando penso em educação financeira, gosto cada vez menos da ideia de ensinar alguém simplesmente a acumular dinheiro.
Acumular por acumular não explica por que estamos fazendo isso.
O dinheiro tem valor porque permite escolhas.
Uma reserva pode comprar tempo.
Um investimento pode comprar independência futura.
Uma profissão bem construída pode comprar poder de negociação.
Uma renda maior pode permitir melhores decisões.
Uma dívida menor pode devolver tranquilidade.
E um patrimônio bem cuidado pode fazer com que uma pessoa atravesse diferentes fases da vida sem depender exclusivamente do próximo salário.
Por isso, quando vejo alguém jovem falando que quer investir, eu não penso que essa pessoa necessariamente quer parar de trabalhar.
Muitas vezes ela está tentando descobrir como fazer o contrário: como trabalhar hoje para que o dinheiro não precise mandar na sua vida para sempre.
Para mim, essa é uma maneira muito mais madura de enxergar a liberdade financeira.
Trabalhar, estudar, aumentar a renda, economizar, investir e construir patrimônio não precisam ser etapas isoladas. Podem fazer parte do mesmo projeto.
No começo, provavelmente será o trabalho que sustentará os investimentos.
Mais tarde, os investimentos poderão complementar o trabalho.
E, para algumas pessoas, depois de muitos anos, o patrimônio poderá alcançar um tamanho suficiente para permitir uma liberdade muito maior de escolha.
Não existe atalho garantido para chegar lá.
Existe construção.
E talvez seja justamente isso que uma nova geração esteja tentando dizer quando questiona o velho modelo de trabalhar até a aposentadoria: não necessariamente queremos trabalhar menos porque somos preguiçosos; queremos construir uma vida em que o trabalho faça sentido e em que o dinheiro nos dê mais liberdade para escolher o que fazer com o nosso tempo.






